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Porto Alegre, 1º de março de 2010
Informes da Asae


Processo Seletivo Interno da Emater-Ascar gera dúvidas e questionamentos

A ASAE tem recebido muitos pedidos de informações sobre o Processo Seletivo Interno previsto e anunciado pela Emater-Ascar. Na tentativa de obter respostas para estas dúvidas, a ASAE, através de seu presidente Gervásio e do Secretário Geral Eduardo, se reuniu na quinta-feira (25) com a Gerente de Recursos Humanos da Emater-Ascar, Adriane Cauduro, para expor algumas preocupações e pedir esclarecimentos.

Antes de mais nada, cabe ressaltar que a ASAE sempre defendeu e irá defender veementemente a realização de Processo Seletivo Interno na Casa. Entendemos que esta é uma forma legítima e democrática de criar a oportunidade de ascensão de carreira dentro da Emater-Ascar. Todavia, isso não nos dispensa, enquanto Associação, de estarmos atentos acompanhando a realização deste processo, alertando inclusive para possíveis equívocos, visando evitar a repetição de erros.

Julgamos importante divulgar essas informações aos colegas, já que muitas não constam no Manual divulgado na intranet. Para assessar o Manual, entre na Intranet e clique no ícone situado no canto inferior esquerdo da tela. Cabe mencionar que, de praxe, um processo seletivo (interno ou externo) é regido por um edital, sendo que o Manual do Candidato normalmente é um instrumento de orientação para quem vai se inscrever, vinculado ao edital.

Veja a seguir um resumo dos principais pontos abordados pela ASAE e as informações repassadas pelo GRH.


Questionamos, inicialmente, quem iria elaborar e aplicar a prova objetiva, sendo-nos dito que seria a empresa Objetiva.

Sobre quem fará a avaliação psicológica, foi dito que será realizada por meio de empresa externa. Anteriormente, a ASAE havia sugerido à Diretora Técnica que, no caso do processo seletivo interno, tal avaliação não fosse aplicada.

Outra questão preocupante levantada pela ASAE, refere-se ao fato da descrição das atribuições para diferentes cargos ser rigorosamente a mesma (como pode ser visto no Manual). Isto levanta a questão de faixas salariais distintas para a mesma função, deixando em aberto um flanco para futuras ações trabalhistas, com base no princípio da isonomia salarial.

Com referência ao local de lotação das vagas, que não está expresso no Manual, foi argumentado que não seria informado devido à realidade ser muito “dinâmica” nos municípios e poder mudar. Insistimos neste ponto, porque esta informação é um balizador para orientar os colegas na tomada de decisão sobre a sua inscrição ou não.

Em relação ao PCS vigente, a gerente afirmou que o Processo Seletivo remete ao PCS em vigor, de 1990, para os casos não expressos no Manual (esta informação é importante e não consta no Manual).

Com relação à distribuição das vagas, constata-se um descaso, para não dizer desprezo, em algumas áreas importantes na Casa. No caso da GET, por exemplo, estão previstas apenas 3 vagas no Escritório Central (sendo duas ERNS-2 e apenas uma de ERNS-1), afora, incrivelmente,  duas vagas para enólogo, ambas no Escritório Central. Haja vinho e espumante! Além disso, da forma que está prevista no Manual, está sendo exigido como pré-requisito um profissional especialista (mestrado ou doutorado em várias áreas, como Solos, Nutrição Animal, Administração e Economia Rural, etc), mas qual será a área de atuação dele(a)? Se for “generalista”, como sugere o leque de opções e como nos foi dito, por que pedir formação em mestrado ou doutorado. Apenas para constar? Mais uma vez questionamos e reafirmamos que trata-se, na verdade, de uma questão de prioridades.

A Gerente nos disse que todas essas vagas no Escritório Central eram necessárias. Porém, no momento, não havia recursos para elas, por isso apenas uma vaga.
Quantos aos pré-requisitos, um deles é "estar prestando serviços ininterruptos nos últimos 5 anos na Instituição”. Este item restringe, no nosso entendimento,  as oportunidades, ao excluir vários colegas que se qualificaram nos últimos 5 anos em cursos de Pós Graduação, alguns por conta própria e outros por interesse da empresa. Isso vai contra os interesses da própria empresa, que em alguns casos investiu na qualificação de colegas e agora restringe a sua participação no processo seletivo interno, por ter concluído e retornado a menos de 5 anos. A gerente Adriane disse que essa não era a intenção original e que a questão seria melhor avaliada e possivelmente revista.

Outro fato estranho e aparentemente contraditório é que nos últimos dias têm chegado vários novos colegas no Escritório Central, para assumir funções que deveriam ser contempladas no concurso interno.

A nossa preocupação é que seja realizado um processo transparente,  com oportunidades amplas e iguais e sem riscos de futuras contestações e possíveis prejuízos à instituição. Por isso, seguiremos acompanhando este processo.

 

 

Para Refletir

“Existem duas respostas freqüentes para qualquer grande evento
histórico, ambas inapropriadas, senão totalmente equivocadas: dizer
que tudo mudou ou dizer que nada mudou.”

(Fred Halliday, 2002)

 

Expediente

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